
Com a chegada do inverno, os desafios enfrentados pelas mulheres na menopausa se intensificam. A menopausa traz mudanças sensíveis aos seus corpos, que ficam mais sensíveis às mudanças externas de temperatura, seja quando está muito quente ou muito frio.
“Vemos nos atendimentos que a queda das temperaturas afeta o corpo feminino, agrava os sintomas como ondas de calor, insônia, ressecamento da pele e alterações de humor”, explica a médica integrativa Dra. Helena Campiglia, autora do livro “Medicina Integrativa & Saúde da Mulher”. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 30 milhões de brasileiras estão em fase de climatério, e muitas não recebem acompanhamento médico adequado. A estação exige cuidados específicos que vão além do vestuário e da alimentação.
O estudo da Swedish CardioPulmonary bioImage Study, realizado com 2.995 mulheres com idades entre 50 e 64 anos, indica que fatores cardiovasculares também precisam de atenção redobrada durante a menopausa. “O frio impacta a saúde cardiovascular da mulher, já que a vasoconstrição aumenta a pressão arterial. Por isso, o período requer atenção especial para prevenir complicações que afetam o bem-estar e a qualidade de vida”, completa Dra. Helena, que, além de médica clínica geral formada pela USP, é professora convidada na Universidade McMaster, em Toronto e professora mentora em Medicina Integrativa pela Universidade do Arizona.
Ela também traz dicas essenciais para enfrentar o inverno na menopausa:
Investir em hábitos saudáveis e em acompanhamento médico individualizado fortalece a capacidade de atravessar o inverno com equilíbrio, independente do perfil da pessoa. A menopausa, para as mulheres, não precisa ser sinônimo de desconforto, e sim uma etapa natural que pode ser vivida com bem-estar e informação.
“Medicina Integrativa & Saúde da Mulher”, seu livro, traz abordagens e soluções mais sustentáveis e menos invasivas através de terapias complementares como nutrição, estilo de vida, suplementação, acupuntura, meditação, práticas mente-corpo, fitoterapia, e técnicas de relaxamento em conjunto com a medicina convencional. “Mulheres que passam pela menopausa podem fazer uso da reposição hormonal, e, ao mesmo tempo, buscam aliviar sintomas como fogachos, cansaço, insônia, ganho de peso e perda da libido. Esses sintomas podem ser amenizados com mudanças no estilo de vida, aconselhamento nutricional, acupuntura, uso de fitoterápicos e suplementos nutricionais específicos, que são apresentados neste livro”. Como e quando escolher e associar esses diferentes caminhos é o fio condutor dessa obra que esclarece muito sobre a saúde da mulher.
O diferencial da medicina integrativa está em tratar os pacientes como um todo, através da promoção do autocuidado e da prevenção – esta última, dona de grande importância já que trata previamente os desequilíbrios que podem levar às doenças e não ataca somente os sintomas. Essa união de abordagens também oferece maior autonomia às mulheres, que passam a ter mais ferramentas para gerenciar sua saúde de forma ativa e consciente.
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