Segunda, 05 de Outubro de 2026
Paraíba Politica

Nove candidatos têm mais votos que eleitos, mas ficam fora da ALPB

O resultado das eleições para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) evidenciou

05/10/2026 às 15h42
Por: ESTADÃO DA PARAÍBA
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Nove candidatos têm mais votos que eleitos, mas ficam fora da ALPB

O resultado das eleições para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) evidenciou, mais uma vez, como o sistema proporcional pode fazer com que candidatos com votação expressiva não conquistem uma cadeira no Legislativo estadual.

Ao todo, nove candidatos que não foram eleitos receberam mais votos do que parlamentares que conseguiram uma vaga na Casa de Epitácio Pessoa. A composição da Assembleia considera o desempenho das legendas e federações, além da votação individual de cada candidato.

A maior votação entre os candidatos que ficaram fora foi a de Geska de Laurinho (PL), que obteve 32.141 votos. O número supera, por exemplo, as votações de Jutay Meneses (28.151), Chió (27.228) e Flávio Brasileiro (23.756), que foram eleitos.

Também ficaram na suplência Larúcia (MDB), com 29.173 votos; Eduardo Brito (PSB), com 28.442; Lindolfo Pires (PP), com 28.141; e Fernanda Alvino (União), com 27.714 votos.

A relação inclui ainda Galego Souza (PP), que recebeu 25.216 votos; Dudu Soares (PP), com 24.680; Tovar (MDB), com 23.845; e Bosco Carneiro (PP), que terminou com 23.723 votos.

Um dos casos que melhor demonstra a diferença provocada pelo sistema proporcional é justamente o de Bosco Carneiro. Ele recebeu apenas 33 votos a menos que Flávio Brasileiro, eleito com 23.756 votos, mas não conseguiu uma cadeira na Assembleia.

Confira os candidatos

Candidato Votos Situação
Geska de Laurinho (PL) 32.141 Suplente
Larúcia (MDB) 29.173 Suplente
Eduardo Brito (PSB) 28.442 Suplente
Lindolfo Pires (PP) 28.141 Suplente
Fernanda Alvino (União) 27.714 Suplente
Galego Souza (PP) 25.216 Suplente
Dudu Soares (PP) 24.680 Suplente
Tovar (MDB) 23.845 Suplente
Bosco Carneiro (PP) 23.723 Suplente

O levantamento toma como referência o último eleito entre os nomes utilizados na comparação, Flávio Brasileiro, com 23.756 votos. Por isso, candidatos como Dr. Romualdo, que teve 23.256 votos, e Cilinha, com 23.004, não aparecem na relação, pois ficaram abaixo dessa marca.

A situação é explicada pelas regras das eleições proporcionais, nas quais a distribuição das cadeiras considera o desempenho eleitoral dos partidos e federações, e não apenas a quantidade de votos obtida individualmente por cada candidato.