
O projeto Batalha do Beco apresenta, neste sábado (24), os artistas Dudu Gueto, NAP e DJ Black, celebrando o movimento hip-hop em João Pessoa. Durante o evento, também haverá a escolha dos dois melhores MCs na batalha de rima, com premiação em dinheiro. A iniciativa, organizada pelo Coletivo Batalha do Beco, conta com o apoio da Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), e o acesso é gratuito.
“Receber a Batalha do Beco na Praça Rio Branco é uma alegria muito grande para todos nós da Funjope e da Prefeitura de João Pessoa. Nós acolhemos esse projeto da juventude pessoense e paraibana que domina a linguagem do hip-hop nas suas variadas formas de apresentação, e ficamos muito contentes de poder ofertar à cidade mais um conjunto de atividades artísticas e culturais”, declara o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.
A Praça Rio Branco – conforme observa o diretor – se tornou um território livre da cultura de João Pessoa e da Paraíba: “E o hip-hop é uma marca disso porque é uma cultura da diversidade, da liberdade e da criatividade. Quando o prefeito Leo Bezerra acolhe esse projeto, ele está valorizando e estimulando a nossa política municipal de cultura que aposta na multiplicidade das culturas. Ficamos felizes que esses jovens poetas e cantores possam expressar a sua linguagem no Centro Histórico de João Pessoa”, acrescenta.

A escolha dos candidatos que tiverem as melhores performances será feita entre 16 MCs que participam de quatro etapas: oitavas de final, quartas de final, semifinal e final a partir do chaveamento da batalha feito pelo organizador do Coletivo Batalha do Beco, Erick Johnson – Asec MC. Serão dois votos de jurados – Vulto e Champs – e um voto do público que estiver no local. O primeiro colocado receberá R$ 150 e o segundo, R$ 50, com patrocínio da Banda RX e os Homens da Multidão.
“Tudo será feito na hora lá na Praça Barão do Rio Branco. São 16 MCs que participarão: oito de um lado e oito do outro, e eles vão se enfrentando nas batalhas”, explica Asec MC. Ele enfatiza que, neste sábado, a Batalha do Beco promete mais uma edição de muita rima e talento.
“E dessa vez, a disputa fica ainda mais emocionante, com premiação em dinheiro para os MCs que se destacarem nas batalhas: R$ 150 para o primeiro lugar e R$ 50 para o segundo. Mais do que uma premiação, essa é uma forma de incentivar os talentos da nossa cena, fortalecer a cultura hip-hop e valorizar quem faz a arte acontecer nas ruas. A Batalha do Beco segue criando oportunidades, revelando talentos e mostrando a força do movimento em João Pessoa”, destaca.

NAP – É a sigla popularizada para nomear o grupo ‘Negócios à parte’. Fundado em 2018 depois de uma roda de freestyle na Batalha da Lagoa, o NAP esteve presente em vários momentos marcantes na cena do rap paraibano. A ideia é propagar a cultura hip-hop em todas suas vertentes, sem perder a essência de resistência que é o principal objetivo do rap.
“Neste sábado, estaremos pela primeira vez na Batalha do Beco e, para nós, é uma honra imensa. Sou frequentador do Sabadinho Bom desde a adolescência, quando acompanhava meu pai. Sempre imaginei como seria se a cultura hip-hop tivesse um espaço dessa magnitude. Hoje, por meio da organização da Batalha do Beco, juntamente com a Funjope e outros parceiros, conseguimos abrir essa porta e receber essa oportunidade. Nossa expectativa é mostrar nossa arte, comemorar e confraternizar, como sempre fazemos em nossas apresentações”, observa Duno MC na voz, integrante da NAP GANG.
Dudu Gueto – A relação de Dudu Gueto com o hip-hop acontece por meio de suas fortes conexões com o rap de cunho social e com a cultura de rua. Embora sua base artística esteja muito ligada ao coco de roda e à embolada nordestina, o artista frequentemente une forças com a cena urbana para dar voz à periferia. O artista é figura carimbada do Centro Histórico de João Pessoa. Ele é amplamente conhecido por circular pelas ruas, praças e estabelecimentos tradicionais da cidade apresentando sua arte de rua.
História – A Batalha do Beco surgiu em 2013, no Beco da Cachaçaria Philipéia, no Centro Histórico de João Pessoa. Desde então, tornou-se um espaço de encontro e expressão para MCs, DJs, B-boys, B-girls, grafiteiros, poetas e outros artistas ligados à cultura hip hop.
O movimento se consolidou, com o passar do tempo, como espaço de expressão artística, pertencimento e formação, envolvendo batalhas de rima, saraus poéticos, rodas de breaking, intervenções de grafite e outras manifestações. A iniciativa contribui para o protagonismo de jovens que encontram no movimento uma oportunidade de apresentar sua produção artística e ocupar espaços culturais.
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