
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ampliou sua articulação política para garantir apoio à tentativa de permanecer no comando da Casa em 2027. A movimentação ocorreu após aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) procurarem integrantes do Republicanos para discutir alternativas à recondução do parlamentar paraibano.
Segundo reportagem do UOL, publicada nesta sexta-feira (30), representantes ligados a Flávio Bolsonaro tentaram convencer lideranças do Republicanos a apoiar outros nomes na disputa pela presidência da Câmara. Entre os parlamentares procurados estariam o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira (SP), e Pedro Lupion (PR).
As conversas tinham como objetivo construir uma candidatura alternativa dentro do próprio Republicanos. No entanto, os dois deputados não aceitaram participar da iniciativa e avaliaram a proposta como uma tentativa de colocá-los contra Hugo Motta.
Diante das articulações, o presidente da Câmara antecipou as negociações para consolidar uma base parlamentar mais ampla. A estratégia envolve a formação de um bloco com partidos do Centrão e legendas da esquerda, ampliando o número de deputados alinhados à sua permanência no cargo.
De acordo com as informações divulgadas pelo UOL, Motta já contabiliza o apoio de 13 partidos, que juntos representam mais de 300 deputados federais.
Mesmo contando com a maior bancada da Câmara, formada por 121 deputados, o PL poderá enfrentar dificuldades para ocupar posições estratégicas na estrutura da Casa caso fique de fora do bloco articulado por Hugo Motta.
A distribuição de espaços na Mesa Diretora e nas comissões leva em consideração a composição das bancadas e dos blocos parlamentares. Nesse cenário, o partido poderá ter menos influência na escolha dos postos considerados prioritários, incluindo colegiados como as comissões de Constituição e Justiça e de Relações Exteriores.
A possibilidade de perder espaço também provocou divergências dentro do próprio PL. Uma ala da legenda defende a retomada do diálogo com Hugo Motta para evitar o isolamento nas negociações sobre a composição da Câmara.
Segundo a reportagem, interlocutores do presidente da Casa indicaram que ele pretende conversar com representantes do partido para discutir uma possível aproximação.
A disputa pelo comando da Câmara está prevista para fevereiro de 2027 e já movimenta as principais lideranças partidárias em Brasília.
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