
A cantora e influenciadora paraibana Juliette Freire rebateu as acusações feitas pelo senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), de que um vídeo apresentado por ela divulgaria informações falsas sobre Nossa Senhora Aparecida. A artista defendeu o conteúdo da produção e pediu que o público assista ao material completo antes de tirar conclusões.
A polêmica envolve o episódio “A Guerra à Santa”, produzido pelo projeto Revelando e apresentado por Juliette. O vídeo aborda declarações atribuídas ao bispo evangélico JB Carvalho sobre a devoção a Nossa Senhora Aparecida e destaca a relação do líder religioso com Flávio Bolsonaro, que foi batizado na igreja comandada por ele.
Flávio classificou o conteúdo como uma fake news e criticou o uso da imagem da santa no contexto da disputa eleitoral. Em resposta, Juliette afirmou que as informações apresentadas no vídeo foram verificadas e que houve cuidado para tratar com respeito as pessoas citadas e as diferentes religiões.
“Não há uma vírgula nesse vídeo que não tenha sido checada, que não seja verdade”, declarou a artista. Ela também ressaltou que o público pode discordar das interpretações apresentadas, mas defendeu a veracidade das informações utilizadas pela produção.
Juliette ainda contestou as insinuações de que teria recebido dinheiro público para participar do projeto. A cantora negou ter recebido qualquer valor e desafiou os responsáveis pelas acusações a apresentar provas, afirmando que esse tipo de alegação precisa ser comprovado.
A equipe do Revelando informou que o projeto é financiado com recursos privados e anunciou a possibilidade de recorrer à Justiça contra perfis que, segundo os produtores, divulgam informações falsas e promovem ataques à iniciativa e aos seus participantes.
A controvérsia ocorre em meio à disputa eleitoral nacional e amplia o debate sobre a influência da religião no cenário político. O caso também exige distinguir o conteúdo do vídeo apresentado por Juliette de outra informação que circulou nas redes sociais: a suposta iniciativa de Flávio Bolsonaro para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A proposta relacionada a essa controvérsia foi apresentada em 2007 pelo então deputado Victório Galli e arquivada em 2008, sem autoria de Flávio.
Após responder às críticas, Juliette afirmou estar tranquila em relação à participação no projeto e indicou que não pretende prolongar publicamente a discussão.
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